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Colesterol, triglicerídeos e síndrome metabólica

Colesterol, triglicerídeos, pressão, glicose e gordura abdominal costumam andar juntos. Tratar o conjunto ajuda a reduzir o risco de infarto e AVC.

Dr. Firminio Humberto em pé, de braços cruzados, de camisa branca

Alterações silenciosas que se somam

Colesterol alto e triglicerídeos altos quase nunca dão sintomas. Eles são descobertos em exames de rotina e, com o tempo, contribuem para a formação de placas nas artérias.

A síndrome metabólica é o nome dado à combinação de alterações como gordura abdominal, pressão alta, glicose alta, triglicerídeos altos e HDL baixo. Juntas, elas aumentam o risco de diabetes, infarto e AVC, e o diagnóstico é feito quando três ou mais delas aparecem juntas.

Quando vale procurar avaliação

  • Colesterol LDL ou triglicerídeos altos em exame de rotina
  • HDL (o colesterol bom) baixo
  • Pressão arterial a partir de 13 por 8,5 em mais de uma medida
  • Cintura a partir de 94 cm em homens ou de 80 cm em mulheres
  • Glicemia de jejum a partir de 100 mg/dL
  • Histórico familiar de infarto ou AVC em idade precoce

Como é feita a avaliação

A avaliação estima o seu risco cardiovascular, que leva em conta idade, pressão, colesterol, glicose, tabagismo e histórico familiar. É esse risco que define as metas de colesterol e a intensidade do tratamento, e por isso duas pessoas com o mesmo exame podem ter condutas diferentes.

Exames que podem ser pedidos

  • Colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos
  • Glicemia e hemoglobina glicada
  • Enzimas do fígado e função dos rins
  • TSH, já que a tireoide pode alterar o colesterol
  • Medida da pressão arterial e da circunferência abdominal

A lista é definida a partir da sua história. Nem todo paciente precisa de todos os exames.

Como é o tratamento

O plano é individual e revisto a cada retorno. Estas são as frentes que podem fazer parte dele.

  • Hábitos

    Alimentação com menos gordura saturada e açúcar, atividade física, controle do peso e parar de fumar.

  • Medicamentos para o colesterol

    As estatinas e outras classes são indicadas conforme o risco cardiovascular, e não apenas pelo valor do exame.

  • Triglicerídeos muito altos

    Acima de 500 mg/dL o risco de pancreatite aumenta, e acima de 1.000 mg/dL ele é alto. Nesses casos o tratamento é específico.

  • Pressão e glicose

    Pressão e glicose são tratadas em conjunto, com metas definidas para o seu caso.

Perguntas frequentes

Se a sua dúvida não estiver aqui, a equipe responde pelo WhatsApp.

Colesterol alto é só questão de alimentação?

Não. A alimentação influencia, mas o próprio corpo produz a maior parte do colesterol, e a genética tem um peso grande. Algumas pessoas têm colesterol alto mesmo com hábitos saudáveis e precisam de medicamento.

Quem toma estatina precisa tomar para sempre?

Na maioria dos casos, o tratamento é contínuo, porque o benefício depende de manter o colesterol controlado ao longo do tempo. A indicação é revista periodicamente.

Síndrome metabólica tem tratamento?

Tem. A perda de peso e a atividade física melhoram vários componentes ao mesmo tempo, e cada alteração que persistir é tratada com metas próprias.

O próximo passo pode ser hoje.

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