Diabetes tipo 2 e pré-diabetes
Diagnóstico, controle da glicose e prevenção de complicações, com metas definidas junto com você.
O que acontece no diabetes tipo 2
No diabetes tipo 2, o corpo não usa bem a insulina e, com o tempo, passa a produzir menos dela. A glicose fica alta no sangue e, sem tratamento, pode danificar vasos, nervos, olhos, rins e coração.
O pré-diabetes é a fase anterior: a glicose já está acima do normal, mas ainda não chega aos valores de diabetes. É um momento importante, porque mudanças de hábito nessa fase podem atrasar ou evitar a chegada do diabetes.
Quando vale procurar avaliação
- Sede e vontade de urinar com frequência
- Cansaço, visão embaçada ou perda de peso sem explicação
- Feridas que demoram a cicatrizar ou infecções de repetição
- Glicemia de jejum a partir de 100 mg/dL em exame de rotina
- Histórico familiar de diabetes, excesso de peso ou diabetes na gestação
- Diagnóstico recente e dúvidas sobre o tratamento
Como é feita a avaliação
O diagnóstico é feito com exames de sangue. Glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4% indicam pré-diabetes. Glicemia de jejum a partir de 126 mg/dL ou hemoglobina glicada a partir de 6,5% indicam diabetes, e em geral o resultado é confirmado em nova coleta. Com sintomas típicos e glicemia a partir de 200 mg/dL em qualquer horário, o diagnóstico já está feito e o tratamento não deve esperar.
Exames que podem ser pedidos
- Glicemia de jejum e hemoglobina glicada
- Teste oral de tolerância à glicose, quando indicado
- Colesterol, triglicerídeos e função dos rins
- Exame de urina para avaliar perda de proteína (albuminúria)
- Avaliação dos pés e encaminhamento para o exame de fundo de olho
A lista é definida a partir da sua história. Nem todo paciente precisa de todos os exames.
Como é o tratamento
O plano é individual e revisto a cada retorno. Estas são as frentes que podem fazer parte dele.
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Hábitos
Alimentação, atividade física e controle do peso são a base do tratamento em todas as fases.
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Medicamentos
Existem várias classes de medicamentos para o diabetes tipo 2. A escolha leva em conta o controle da glicose, o peso, o coração, os rins e a tolerância de cada pessoa.
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Insulina, quando necessária
Alguns pacientes precisam de insulina, de forma temporária ou contínua. Quando ela entra, o uso e o ajuste das doses são explicados passo a passo.
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Prevenção de complicações
Pressão, colesterol, rins, olhos e pés são acompanhados periodicamente, porque o controle do diabetes vai além do número da glicose.
Perguntas frequentes
Se a sua dúvida não estiver aqui, a equipe responde pelo WhatsApp.
Pré-diabetes tem volta?
Pode ter. Perder peso, praticar atividade física e ajustar a alimentação podem fazer a glicose voltar à faixa normal. Mesmo assim, o acompanhamento continua, porque o risco não desaparece.
Quem tem diabetes vai precisar de insulina um dia?
Não necessariamente. Muitas pessoas com diabetes tipo 2 mantêm um bom controle por muitos anos com hábitos e outros medicamentos. Quando a insulina é necessária, isso não significa fracasso do tratamento.
De quanto em quanto tempo preciso fazer exames?
A hemoglobina glicada costuma ser repetida a cada 3 a 6 meses, conforme o controle. Outros exames, como os dos rins e dos olhos, geralmente são anuais. O calendário é ajustado ao seu caso.
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